Quase 10 anos depois, sem Bush no poder…

Obama: “Osama bin Laden foi morto em operação americana”

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na noite deste domingo (horário local, madrugada de segunda-feira em Brasília) a morte do terrorista mais procurado do mundo, Osama bin Laden.

Em um pronunciamento na Casa Branca, Obama afirmou que, após ter recebido informações de inteligência confiáveis sobre o lugar onde se encontrava Bin Laden, no Paquistão, na semana passada deu a ordem de atacar e neste domingo “um pequeno grupo” americano conduziu a operação, na qual, após uma troca de tiros, o líder terrorista foi morto.

O presidente americano disse que Bin Laden foi localizado na localidade de Abottabad, no norte do Paquistão. Previamente, a rede “CNN” tinha citado fontes governamentais para afirmar que se encontrava em uma mansão nos arredores de Islamabad.

“Esta noite, os Estados Unidos lançaram uma mensagem inequívoca: não importa quanto tempo leve, a justiça será feita”, declarou o presidente americano em sua breve declaração.

Dez anos depois dos atentados do dia 11 de setembro de 2001, nos quais morreram quase 3.000 pessoas em Nova York, no Pentágono e na Pensilvânia, Obama afirmou que “isso lembra que os Estados Unidos podem fazer o que se propuserem. Essa é nossa história”.

Fonte: http://noticias.terra.com.br

“Nada de novo no front”

Embaixadora dos EUA acusa Líbia de dar Viagra a tropas e estimular estupros

Segundo diplomatas em reunião do Conselho de Segurança, soldados seriam estimulados a estuprar em áreas que apóiam rebeldes

A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Susan Rice, disse na quinta-feira ao Conselho de Segurança que as tropas leais ao líder líbio, Muamar Kadafi, estão cada vez mais recorrendo à violência sexual, e que alguns soldados têm recebido doses de Viagra.

De acordo com diplomatas da ONU que participaram de uma sessão a portas fechadas do Conselho, a embaixadora citou a questão do Viagra no contexto do agravamento dos casos de violência sexual por parte dos soldados do regime líbio. “Rice abordou isso na reunião, mas ninguém respondeu”, disse um diplomata, sob anonimato, à Reuters.

A acusação havia surgido inicialmente em um jornal britânico. O medicamento Viagra, do laboratório Pfizer, é usado contra a impotência sexual masculina.

Se for verdade que os soldados de Kadafi estão recebendo Viagra, disseram diplomatas, isso indicaria que eles estão sendo estimulados por seus comandantes a estuprar mulheres para aterrorizar a população em áreas que apoiam os rebeldes.

Arma de guerra

O uso do estupro como arma de guerra tem recebido crescente atenção da ONU. No ano passado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou Margot Wallstrom como relatora especial para questões de violência sexual durante conflitos armados.

Neste mês, Wallstrom criticou o Conselho de Segurança por não ter mencionado a violência sexual durante duas recentes resoluções relacionadas à Líbia, apesar de o Conselho ter prometido priorizar esse assunto.

Wallstrom disse na ocasião que relatos sobre estudos na Líbia não haviam sido confirmados, mas citou o caso amplamente divulgado de Eman al Obaidi, uma mulher que no mês passado foi a um hotel frequentado por jornalistas em Trípoli e disse que havia sido estuprada por milicianos leais ao governo.

O Tribunal Penal Internacional já está investigando se o regime de Gaddafi cometeu crimes de guerra na sua violenta repressão a manifestantes que exigiam mais liberdade.

Confrontos

Nesta quinta-feira, tropas leais a Kadafi atacaram uma base dos rebeldes na fronteira com a Tunísia. A batalha, de acordo com testemunhas, invadiu o território tunisiano.

Os rebeldes líbios capturaram a fronteira com a Tunísia nas cidades de Dehiba e Wazin na semana passada e conseguiram expandir o seu controle para uma área de 10 km dentro do território líbio. O contra-ataque começou com bombardeios que fizeram os rebeldes recuarem.

Durante a noite, tropas do governo líbio bombardearam também a cidade de Misrata, que tem uma base rebelde cercada pelas forças de Gaddafi. A cidade é o principal destino de navios com suplementos de emergência e é ponto de saída dos feridos.

*Com Reuters

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Israel prefere eles desunidos, óbvio…

Israel e EUA mostram receio com acordo Hamas-Fatah

O Hamas e do Fatah chegaram a um acordo inicial sobre a reunificação de seus governos rivais instalados na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, afirmaram representantes dos dois grupos hoje. A medida que pode significar um grande avanço na direção dos esforços de paz com Israel.

Mesmo antes de o acordo ser assinado, porém, questões importantes permanecem, como quem vai controlar as forças de segurança rivais. Discordâncias sobre o controle da segurança surgiram em junho de 2007, durante a guerra civil que terminou com o Hamas tomando o controle de Gaza.

Israel rejeitou imediatamente a perspectiva de um governo palestino que inclua o Hamas e os Estados Unidos expressaram preocupações semelhantes. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o presidente palestino Mahmoud Abbas deve escolher entre a paz com Israel ou com o Hamas.

Representantes do Hamas e do Fatah disseram que o acordo, mediado pelo Egito, pede a formação de um único governo interino nos próximos dias. Este governo deve administrar as questões do dia-a-dia da administração até a realização de novas eleições presidencial e legislativas, que devem ocorrer no prazo de um ano.

“Agora temos um acordo abrangente. Concordamos em todas as questões”, disse Azzam al-Ahmed, negociador-chefe do Fatah nas conversações de reconciliação. Ainda não se sabe quando o acordo será assinado.

Hani Masri, integrante da delegação palestina que se reuniu com líderes do Hamas na Síria e com a nova liderança do Egito disse que os levantes políticos nos dois países fizeram com que os dois rivais se aproximassem e “tornou o acordo possível”. Al-Ahmed disse que, pelo acordo, as forças de segurança do Fatah e do Hamas serão unificadas e “reestruturadas” sob uma “supervisão árabe”.

Num sinal de que algumas questões continuam sem solução, integrantes do Hamas – que falaram em condição de anonimato – disseram que suas forças de segurança manterão o controle do território costeiro por ora.

A questão das forças de segurança está no coração do racha palestino. Fatah e Hamas formaram um governo de unidade de pouca duração em 2007, que se desintegrou em poucos dias de confronto em Gaza. As forças do Hamas expulsaram integrantes do Fatah e desde então tem governado a Faixa de Gaza, deixando o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, com o controle apenas da Cisjordânia.

Os palestinos querem os dois territórios, localizados em lados opostos de Israel, para a formação de seu futuro Estado independente, além de Jerusalém Oriental. O racha interno impediu que os palestinos falassem de forma unificada, o que tornou quase impossível seguir com os esforços de paz com Israel.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu rejeitou o acordo. Israel se recusa a dialogar com o Hamas, que não reconhece o direito de existência do Estado judeu. O grupo enviou dezenas de suicidas e disparou milhares de foguetes para o território israelense nos últimos anos.

Netanyahu afirmou que a ANP tem de escolher entre a paz com Israel ou com o Hamas. “A paz com ambos é impossível, porque o objetivo do Hamas é destruir o Estado de Israel, desejo que expressa abertamente”, disse. “Eu acredito que todo o conceito de reconciliação mostra a fraqueza da ANP”, argumentou, mencionando a perspectiva do Hamas tomar o controle da Cisjordânia. O porta-voz da ANP, Nabil Abu Rdeneh, respondeu que a reconciliação “é um assunto palestino interno e Israel não tem nada a ver com isso”.

EUA

Em Washington, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor, disse que os Estados Unidos apoiam a reconciliação palestina no que diz respeito à promoção da paz, mas advertiu que “o Hamas é uma organização terrorista que ataca civis”. Ele disse que o governo palestino deve reconhecer Israel e renunciar à violência.

O Hamas é considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia.

Os palestinos pretendem pedir em setembro à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento do Estado palestino, apesar do impasse nas negociações com Israel. Um acordo que coloque todas as áreas palestinas sob um único governo pode fortalecer esses esforços.

O acordo deixa algumas questões obscuras, enquanto outras são de difícil implementação. Embora Abbas vá permanecer no poder sob o novo governo de unidade, o acordo exige que os dois primeiros-ministros – Salam Fayyad, da Cisjordânia, e Ismail Haniyeh, em Gaza – renunciem. Os dois assumiram seus cargos nos últimos anos, Haniyeh como o homem de frente do Hamas em Gaza e Fayyad como a ponte palestina com o Ocidente.

Al-Ahmed disse que os dois lados precisam concordar com a escolha de um novo primeiro-ministro nos próximos dias, um processo que deve levar a profundas discordâncias. O negociador do Fatah disse também que o novo governo será constituído apenas de políticos independentes, para não irritar a comunidade internacional. As informações são da Associated Press.

Imagem “real” da Terra

Cientistas elaboram mapa da gravidade da Terra

A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou, nesta quinta-feira (31), o mapa mais preciso já feito até hoje da gravidade da Terra. As informações foram coletadas durante dois anos pelo satélite Goce. O modelo, chamado de geoide, mostra minunciosamente que a Terra não é completamente redonda.

Veja como é a superfície da Terra considerando a gravidade sem a ação de marés e de correntes oceânicas:

http://www.youtube.com/watch?v=Ik8FNwPlf3U&feature=player_embedded

O satélite Goce foi lançado em março de 2009 e já recolheu mais de 12 meses de dados sobre a gravidade. De acordo com a Esa, essas informações são essenciais para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo – e para entender como são afetados pelas mudanças climáticas.

A Esa também explica que os dados podem ajudar a entender mais profundamente os processos que causam terremotos, como o evento que assolou o Japão no dia 11 de março. Isso porque os terremotos criam “rastros” na gravidade, o que poderia ser usado para entender o processo que conduz catástrofes naturais e, assim, prevê-los.

A ideia dos pesquisadores da Esa é continuar medindo a gravidade até o final de 2012. O satélite Goce, responsável pelos dados, pesa uma tonelada e orbita a baixa altitude. Ele usa um equipamente específico para medir a gravidade.

Fonte: Yahoo! Notícias

47 anos do Golpe Militar, recomendo:

Milton Santos

Dez Anos Sem Milton Santos Ou Biutful e Inside Job, duas faces da mesma moeda – por Silvio Tendler

2011-03-14 18:50

No inicio de 2001 entrevistei o professor Milton Santos. A riqueza do depoimento do geógrafo me obrigou a transformá-lo no filme “Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá” . Lá pelas tantas o professor critica a “neutralidade” dos analistas econômicos dizendo que eles defendiam os interesses das empresas que serviam.

Dez anos depois o cineasta Charles Ferguson em seu magnifíco filme “Inside Job” esmiuça em detalhes a fala de Milton Santos e revela a promiscuidade nos Estados Unidos entre bancos, govêrno e universidades. Revela a ciranda entre universitários que servem a bancos e empresas financeiras, vão para o govêrno, enriquecem nesse trajeto, não pagam impostos, escrevem pareceres milionários para governos estrangeiros induzindo  a adotarem políticas que favoreçam o sistema financeiro internacional. Quebram aplicadores e fundos de pensão incentivando a investirem em papéis, que já sabiam, com antecedência, micados. E quando são demitidos das instituições financeiras partem com indenizações milionárias.  Acertadamente este filme ganhou o Oscar de melhor documentário de 2011

Na outra ponta da história está o filme “Biutiful” do Mexicano Alezandro Gonzalez Iñarritu, rodado em Barcelona. e narra a vida dos fodidos, das vitimas do sistema financeiro internacional: Africanos e chineses que vão para a Espanha para escapar da fome e do desemprego e se submetem a condições de vida sub-humanas. O trabalho do ator Javier Bardem rendeu o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes de 2010.

São filmes para ninguém botar defeito e descontroem as perversidades do mundo em que estamos vivendo.

Em discurso recente em Wisconsin, solidário aos trabalhadores que lutam contra novas gatunagens, o colega norte-americano Michael Moore declarou:

“Vou repetir. 400 norte-americanos obscenamente ricos, a maior parte dos quais foram beneficiados no ‘resgate’ de 2008, pago aos bancos, com muitos trilhões de dólares dos contribuintes, têm hoje a mesma quantidade de dinheiro, ações e propriedades que tudo que 155 milhões de norte-americanos conseguiram juntar ao longo da vida, tudo somado. Se dissermos que fomos vítimas de um golpe de estado financeiro, não estamos apenas certos, mas, além disso, também sabemos, no fundo do coração, que estamos certos.

Mas não é fácil dizer isso, e sei por quê. Para nós, admitir que deixamos um pequeno grupo roubar praticamente toda a riqueza que faz andar nossa economia, é o mesmo que admitir que aceitamos, humilhados, a ideia de que, de fato, entregamos sem luta a nossa preciosa democracia à elite endinheirada. Wall Street, os bancos, os 500 da revistaFortune governam hoje essa República – e, até o mês passado, todos nós, o resto, os milhões de norte-americanos, nos sentíamos impotentes, sem saber o que fazer”.

E arrematou com maestria e indignação:

“…Falei com o meu coração, sobre os milhões de nossos compatriotas americanos que tiveram suas casas e empregos roubados por uma classe criminosa de milionários e bilionários. Foi na manhã seguinte ao Oscar, na qual o vencedor de melhor documentário por “Inside Job” estava ao microfone e declarou: “Devo começar por salientar que, três anos depois de nossa terrível crise financeira causada por fraude financeira, nem mesmo um único executivo financeiro foi para a cadeia. E isso é errado. “E ele foi aplaudido por dizer isso. (Quando eles pararam de vaiar discursos de Oscar? Droga!)”
Esse ano celebramos os dez anos da morte do professor Milton Santos. Quem quiser ler “Por uma Outra Globalização”i  do Professor Milton Santos encontrará um diagnóstico perfeito do processo de globalização que gestou as mazelas descritas em “Inside Job” e “Biutiful”. Quem quiser reencontrá-lo em  “Encontro Com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá”,  estará celebrando a vida e o pensamento de  um dos maiores pensadores do Século XX, capaz de ter antecipado muito do que estamos vivendo hoje. Sempre com seu sorriso nos lábios e o olhar que revelavam sua clarividência desde o primeiro momento em que começava a se manifestar.

Silvio Tendler

Fonte: http://cliocine.webnode.com.br/news/dez-anos-sem-milton-santos-ou-biutful-e-inside-job-duas-faces-da-mesma-moeda-por-silvio-tendler/

Terremoto e tsunami no Japão

Imagens impressionantes da tragédia no Japão:

http://www.boston.com/bigpicture/2011/03/massive_earthquake_hits_japan.html

Países Islâmicos, temos que acompanhar…

Depois do “Dia de Fúria”

por Silvio Caccia Bava

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A onda de protestos e mobilizações populares nos países do Oriente Médio traz grandes novidades. Anuncia uma verdadeira reconfiguração da geopolítica regional, que, ao que parece, desloca dos centros de poder a influência dos EUA na região e anuncia a formação de um novo bloco, islâmico e anti-Israel.

As implicações destes acontecimentos para a ordem global são enormes. A começar pela questão de quem controla a exploração e os fluxos comerciais do petróleo. As alianças dos EUA com as ditaduras do Egito, da Arábia Saudita e outros países da região, que asseguravam o suprimento do petróleo, estão ruindo frente às mais amplas mobilizações populares desde muitas décadas. Como num jogo de dominó, as informações que passam de país para país espraiam as mobilizações e contaminam toda a região.

Se por um lado saudamos a queda de regimes ditatoriais, o advento da democracia não está assegurado, questão que se coloca a partir da situação do Egito, onde a transição política está sob controle por parte dos militares. Muito ao contrário, a debilidade das entidades da sociedade civil, fragilizadas e combatidas durante todos estes anos passados nesses países, leva a uma situação inusitada: que forças políticas poderão substituir as ditaduras que caem em razão destas amplas mobilizações populares?

Ao que parece, são organizações religiosas e fundamentalistas que podem ocupar este espaço, com a proposta de criação de Estados islâmicos. É o caso da Irmandade Muçulmana, no Egito, é o caso da província de Al Baida, no Líbano, que se proclamou um emirado islâmico.  Esta nova configuração política da região pode colocar Israel em uma situação-limite, em que a opção militar de um ataque ao Irã, por exemplo, se torne imperativa, segundo sua visão.

Todo esse processo de desestabilização política dos regimes autoritários da região se deveu a um fenômeno absolutamente novo, uma dinâmica de mobilizações onde não há partidos políticos, sindicatos ou importantes organizações da sociedade civil liderando. O que há é a internet, o telefone celular, o Twitter, o Facebook, as redes sociais. Alguns tentaram comparar essas grandes concentrações nas praças públicas com o movimento de resistência pacífica liderado por Ghandi, na Índia. Mas onde está o Ghandi dos dias atuais?

Ainda que mesmo durante as ditaduras mais férreas a sociedade civil consiga estabelecer estratégias de resistência, esta passagem da resistência molecular às grandes mobilizações de rua é um processo que possui sempre um elemento detonador, como foi a imolação de um vendedor ambulante ou as mortes de manifestantes, que promovem o que poderíamos chamar de catarse. Mas, depois da catarse, vem a construção da nova ordem e é aí que reside o dilema atual. Ao “dia de fúria” precisa se suceder uma articulação política.

Nunca podemos nos esquecer que a Al Qaeda, na sua origem que remonta aos grupos de resistência à ocupação soviética na região, foi apoiada pelos EUA. E que o apoio irrestrito dos EUA a Israel, assim como sua política beligerante com o Iraque, o Afeganistão, seu apoio a ditaduras locais, moldaram as condições para que a região tenha um profundo sentimento antiamericano e antiocidental e que busque sua unidade em antigos discursos religiosos que recuperam a proposta de um grande Islã.

No entanto, se o novo discurso político que se articula na região busca seus referentes em importantes lideranças religiosas do passado e do presente, quem está nas ruas são jovens que até agora não haviam aparecido na cena pública. Não sabemos o que pensam, não sabemos o que querem. Eles marcam as mobilizações pelas redes sociais, se encontram, se manifestam e não se conhecem.

Desde as primeiras manifestações de massa em Seattle, nos EUA, que em 1999 exerceram pressão sobre o Banco Mundial, o FMI, e se opunham ao neoliberalismo e à globalização dos mercados, vemos crescer o papel e a importância do cidadão comum na vida política do planeta. Os Fóruns Sociais Mundiais, em suas inúmeras reuniões locais, regionais e mundiais, também expressam este processo. Agora este cidadão comum, jovem, sai às ruas, por exemplo, na Grécia, na França, na Inglaterra, na Espanha, na luta pelos seus direitos que estão ameaçados por governos que querem apresentar a conta da crise financeira para toda a população. E a eles se somam os jovens muçulmanos, que nas ruas clamam por liberdade, democracia, justiça social, equidade. É possível pensar que está se forjando uma nova consciência política por parte da cidadania? Ou será que o fundamentalismo islâmico irá obscurecer esse movimento de emancipação política que pode abrir novos horizontes para o futuro da região e do mundo?

Silvio Caccia Bava é editor de Le Monde Diplomatique Brasil e coordenador geral do Instituto Pólis.

FONTE: http://diplomatique.uol.com.br/

Abaixo assinado, quem concordar assine!

Campanha pela criação do Centro de Memória, Verdade e Justiça de Petrópolis – RJ

No dia 01 de dezembro de 2010, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis realizou um ato-evento em comemoração aos 25 anos de lançamento do livro Brasil Nunca Mais, ocasião na qual foram rememoradas as atrocidades cometidas pela ditadura militar neste país e reivindicadas a memória, a verdade e a justiça para os sobreviventes, seus familiares e todos os brasileiros.

Nesta história obscura marcada por extrema covardia dos agentes do Estado, Petrópolis ficou conhecida entre os opositores do regime político da época como sede de uma casa de tortura da qual, ao que tudo indicava, ninguém saía vivo: a “Casa da Morte” ou “Casa dos Horrores”, localizada à Rua Arthur Barbosa, Centro, nº 120.

Foram muitos os que ali estiveram clandestinamente presos, tendo sofrido cruéis e por vezes sofisticadas técnicas de violência: Inês Etienne Romeu, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Heleny Teles Guariba, Paulo Celestino da Silva, Ivan Mota Dias e muitos outros que tiveram suas mentes dilaceradas, seus corpos destruídos ou enterrados em cemitérios clandestinos. De todos que passaram por esta nefasta casa, até onde se sabe, apenas Inês escapou à morte. Tudo por ousarem lutar pela liberdade e pela democracia.

O reconhecimento deste espaço como um lugar utilizado pela ditadura militar para torturar, matar e reprimir a luta pela democracia neste país, bem como a publicização dos documentos que revelem quem nesta casa esteve preso, é fundamental para que as novas gerações conheçam essa história e para que ela nunca mais se repita.

É por estes homens e mulheres e tantos outros assassinados nos porões da ditadura que o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis, constituído em 1979, na luta pela democracia e defesa dos direitos humanos, unido a outras organizações, movimentos e pessoas que assinam este documento, vêm reivindicar que a Prefeitura Municipal de Petrópolis, através de seu prefeito, Paulo Mustrangi, adquira a “Casa da Morte” de Petrópolis e que ali crie um Centro de Memória, Verdade e Justiça de Petrópolis.

Nós, abaixo-assinados, somos favoráveis à Campanha pela criação do Centro de Memória, Verdade e Justiça de Petrópolis.

Aqui o link para assinar o documento e o texto na íntegra:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N7357

A cada companheiro tombado

nenhum minuto de silêncio

mas toda uma vida de luta.

Dica Cultural, não percam, é de graça!!!

Pessoal, divulgo aqui a palestra que um amigo meu, especialista em história do Oriente Médio, vai dar sobre a questão do Egito e as outras convulsões que estão ocorrendo nos países da região, vale a pena! Eu vou lá ver, e recomendo quem puder ir também, a entrada é franca ainda por cima, hehehe

palestraegito

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